E aí, vai um suco de laranja?


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Suco de Laranja engorda?:

A obesidade é um dos fatores que mais vem incomodando os órgãos de saúde mundial. Tanto que não é incomum vermos diversos investimentos que tem acontecido nos últimos tempos nas diversas áreas nutricionais, envolvendo desde projetos escolares até mesmo políticas de distribuição alimentícias. Claro que isso ainda é MUITO pouco perto do que precisa realmente ser feito, mas, já é um bom começo!

Podendo causar diversos problemas como os cardiovasculares, dislipidemias, estética, hormonais e outros, a obesidade mostra-se também bastante presente em quadros de resistência crônica à insulina que está inclusive bastante associada ao estoque de gordura na região abdominal. Diversos são os fatores que fazem com que isso ocorra: Má alimentação, excesso no consumo de lipídios, excesso no consumo de carboidratos (principalmente os refinados/simples), excesso de alguns minerais e vitaminas na dieta (como o cálcio e a vitamina C e E) e, recentemente, bastante especulado, o excesso no consumo contínuo de frutose.

As mudanças na dieta são claras com o passar dos anos. Além do consumo de frutas, contamos com inúmeros produtos industrializados (que por sinal representam a maior parte do consumo de frutose hoje) que possuem frutose adicionada (lembremos que a frutose possui um sabor extremamente doce) ou algum composto que possua a mesma, como alguns xaropes (exemplo, o de milho). Então, basicamente a exposição a frutose tem se tornado cada vez maior e não apenas de fontes “naturais”, mas também, por esses aditivos.

A frutose é um monossacarídeo com a mesma fórmula molecular da glicose (porém com outra conformação geiométrica espacial) normalmente encontrado em frutas, no mel e em alguns vegetais. Possui índice glicêmico baixo, apresenta 4Kcal/g e é rapidamente absorvida no trato gastro-intestinal, uma vez que não há necessidade de hidrólise na mesma molécula. Após ser absorvida nos enterócitos, a frutose é então convertida no fígado para frutose-1-P, posteriormente em frutose-1,6-bifosfato pela enzima aldolase B podendo ser então estocada em forma de glicogênio e entrar na via glicolítica quando necessário.

Como podemos perceber, a frutose possui como primeiro destino o estoque em forma de glicogênio e, glicogênio hepático. E isso pode até ser vantajoso em alguns momentos. Entretanto, quais são os momentos que efetivamente precisamos de uma reposição rápida de glicogênio hepático? Se bem lembrarmos, o glicogênio hepático mantém basicamente a glicemia do corpo. Então, basicamente ele está em degradação nos períodos de jejum e está em síntese nos períodos pós-prandiais. Acontece que, basicamente os períodos de jejum que temos não são grandes, seja dentro ou fora de uma dieta equilibrada. Isso quer dizer que dificilmente o fígado estará realmente necessitando de uma reposição significativa de glicogênio. O resultado é que com tanto estímulo a síntese de glicogênio em momentos não convenientes, temos um acréscimo na lipogênese, ou seja, no estoque de energia em forma de gordura corpórea nos adipócitos. Isso faz com que a glicose seja menos lipogênica do que a frutose. Além disso, a frutose não estimula dois hormônios extremamente importantes nos momentos pós-prandiais: A insulina e a leptina. O primeiro deles, é responsável pelo estímulo celular a captação de glicose (principalmente por carreadores GLUT-4) e o segundo pela sensação de saciedade após uma refeição.

Isso pode ser facilmente comprovado diante estudos que sempre apontam o consumo de frutose relacionado ao aumento de peso e, em forma de gordura, é claro! Isso explica o porque da frutose ser tão associada com problemas de dislipidemias, envolvendo desde elevações nos níveis de TG até de lipoproteínas transportadoras de lipídios, como a LDL (transportadora especificamente de colesterol).

Mas, se você acha que o único malefício do consumo exagerado ou inadequado de frutose é mesmo quanto ao ganho de gordura, você acaba por se enganar: A frutose também tem sido associada com alguns problemas de hipertensão. Apesar de não bem entendido, supõe-se que isso se deve ao aumento de ácido úrico no plasma, hiperinsulimia, formação de aldeídeos e alterações na reatividade vascular. Além disso, a frutose induz um aumento na expressão de angiotensina II (importante para vasoconstrição, causando aumento da pressão arterial).

Pessoas que possuem Pressão arterial elevada, apresentam relativa intolerância a glicose, porém, mesmo com o controle da pressão arterial, não exercemos influência nem na hiperinsulimia nem na intolerância a glicose. E isso dá-se pelo aumento da saída neural do sistema nervoso simpático e concentrações plasmáticas de algumas catecolaminas e insulina. Essa insulina que fica próxima aos túbulos renais pode estimular então uma maior absorção de fluídos. Então, a hipertensão, sendo uma decorrência da obesidade, a frutose também pode estar indiretamente associada a este fator.

E tem gente que vê muito mais vantagem em pedir um suco de laranja acompanhado de um prato de arroz, feijão, bife e batatas do que um copo de refrigerante diet (diria eu que, em alguns casos, até o refrigerante com açúcar seria menos prejudicial). É certo que o suco de laranja terá um pouco mais de vitaminas, sais minerais, ajudará melhor na hidratação. Mas até aí, será que esses pequenos benefícios podem suprir todos os malefícios já citados?

Tudo bem, tudo bem… Não vamos dizer que a frutose e os alimentos que contém frutose são proibidos e tampouco que devem ser totalmente retirados da dieta (a não ser em casos de frutosemia, por exemplo). Entretanto, devemos salientar que esses alimentos necessitam de um cuidado especial na hora do consumo. E falo de um cuidado relacionado não só a quantidade consumida, mas também os horários, os estados fisiológicos individuais e, claro, as respostas fisiobiológicas individuais de cada um. Digo isso, pois, existem pessoas que consomem de fato quantidades maiores de frutoses do que outras e mesmo assim não apresentam prejuízos nem na saúde nem na aparência física, em contrapartida a pessoas que mesmo consumindo baixas quantidades de frutose apresentam esses tipos de problemas.

Para nós, especificamente que buscamos um corpo aparentemente bom (sem levar em consideração aspectos de saúde, pois, estes devem ser guiados exclusivamente por profissionais da saúde), podemos consumir alimentos que contém frutose com certa moderação. Normalmente estes são mesmo as frutas que, diga-se de passagem, são ricas em riboflavonóides, substâncias antioxidantes, vitaminas, sais minerais, fibras e outros tipos de carboidratos e nutrientes também. Porém, é necessário como já dito um certo cuidado.

Uma boa dica para consumir frutose sem tanto medo é na primeira refeição, onde os estoques de glicogênio (hepáticos e musculares) estão baixos, podendo então a frutose ser rearranjada com outras moléculas e ser convertida em glicogênio e então estocada nos hepatócitos sem o risco de serem convertidas em gordura (TG). Em contrapartida, evite consumir este tipo de alimento nos períodos onde há pouca atividade física ou em momentos onde a alimentação com carboidratos complexos (e preferencialmente de baixo índice glicêmico) são mais favoráveis, como o período noturno.

Lembre-se: Moderação e cuidado é sempre a chave!

Este artigo foi escrito por: Marcelo Sendon




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