Saiba agora mesmo se a gelatina realmente reduz a flacidez e as estrias:
Não há brasileiro que nunca tenha ouvido pelo menos uma vez na vida falar sobre gelatina. Entretanto, poderíamos até citar que 99% dos brasileiros já experimentaram de alguma forma esse alimento principalmente utilizado como doce (ou em doces), mas que também é largamente utilizado em alguns pratos salgados.
A gama de utilização da gelatina na culinária brasileira e digamos em quase todo o mundo é muito grande: Seu consumo pode variar desde pura, normalmente saborizada e adocicada (nos mais diversos sabores como cereja, limão, goiaba, maracujá, morango, abacaxi, framboesa etc etc etc), em doces (como alguns flans, gelatina colorida com leite condensado e creme de leite), em estruturas de pratos doces ou salgados (utilizando seu poder de enrijecimento para a forma em algumas preparações) etc.
Não é a toa que hoje, a indústria utiliza o colágeno não mais só em alimentos sólidos, mas em bebidas (desde sucos, até energéticos), em cosméticos, em pães, em outros cereais, em chocolates, e até mesmo no leite de vaca… Seria essa adição válida mesmo?
Sabemos que a gelatina convencional é resultado de alguns processos feitos com o colágeno bovino. O colágeno (não levando em consideração seus diferentes tipos) por sua vez é uma proteína com o formato de hélice tripla de caráter estrutural que constitui a matriz celular e é formado basicamente pelos aminoácidos Glicina (em maior quantidade), lisina, prolina e mais tarde dois aminoácidos modificados derivados da prolina e da lisina são formados através da interação com a vitamina C; estes são a hidroxiprolina e a hidroxilisina.
O colágeno é sintetizado de maneira endógena e intracelular e exportado para fora da célula. Isso já nos faz perceber que, apesar de se tratar da mesma proteína, variações entre o colágeno de uma pessoa para a outra são evidentes.
Como já dito, o colágeno é um dos grandes responsáveis pelas estruturas maleáveis do nosso corpo, como a pele, as cartilagens etc. É justamente ele o agente que faz sua pele manter-se firme, por exemplo. Entretanto, os níveis de colágeno sintetizados por cada indivíduo variam e, além disso, ainda contamos com o fator de diminuição na produção de colágeno com o passar da vida (podendo ou não ser originado por uma colagenose). E foi justamente observando essa importância e essa necessidade do colágeno que a indústria estética começou a investir pesado em formas de tentar repor esse colágeno degradado com o passar do tempo ou por necessidades específicas. Mas será que isso é mesmo possível?
Quando ingerimos uma proteína, já no estômago, acontecem as primeiras hidrólises peptídicas por parte da enzima pepsina. No decorrer do trato gastrointestinal, as proteínas e peptídios ainda serão hidrolisadas no duodeno, parede dos enterócitos e, claro, dentro dos enterócitos também dando origem aos aminoácidos livres que são a única forma de passagem para o sangue, então sendo distribuídos para as diversas estruturas do corpo. Desta forma, imagine um pedaço de bife que é ingerido e, no final, todo aquele tecido digerido, se torna pequenas unidades microscópicas que caem no sangue para então servirem como substrato para síntese protéica.
Este artigo foi escrito por: Marcelo Sendon (@marcelosendon)





9 de janeiro de 2012




Vc não colocou a conclusão…
tem a parte 2